segunda-feira, 28 de março de 2011

As Quatro Propostas

As Quatro Propostas

O sol conhece os quatro pontos cardeais,
mas não se apresenta a todos ao mesmo tempo;
e quatro serão as propostas apresentadas.

O fogo propõe que se queimem os álbuns,
que se queime com a escrita o que já está escrito.

A proposta da água é que se lave todo canto

[onde houver alma.
A água propõe que se deixe preencher com o seu
[conteúdo.

A proposta do ar é que se exale o inútil
e se respire o novo momento.

A água propõe, o ar também propõe,
que se retirem todas as pedras,
para que eles possam circular.
E a proposta da terra é que se respeite a si

[mesmo,
para que o outro possa admirá-lo,
e admirado se deixe contagiar pelos seus

[quereres.
A terra propõe a aragem e o replantio.

São estas as quatro propostas.
Estes ensinamentos são propostos
a quem já desistiu de acatar ordens.
Aceitar uma sugestão não é se sujeitar.
Sujeitados estão todos.
Sujeitados são todos aqueles que promovem
a corrente da alienação.
E que seja dito para todos que estão escutando
que a sétima ponta da estrela já pertence a Davi.
E para quem insiste em continuar gritando
como forma de não ouvir,
a este seja dado o silêncio
para que possa o seu próprio grito expandir.

Halu Gamashi


Trecho extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema",

                                                                                                     Halu Gamashi.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Luz e a Magia Branca

Há muito tempo eu acredito que perguntar e questionar são uma tarefa dos homens e as respostas, as conclusões, uma tarefa do tempo.

O homem pergunta ao tempo que, quando reconhece o momento certo, diz as respostas.

Desde criança tenho uma (uma?) pergunta que só agora o tempo resolveu me aproximar da resposta: ao ver filmes, contos bíblicos, biografia dos mestres, médiuns e profetas eu não conseguia entender como que as pessoas que os acompanharam, viram as suas curas, se emocionaram com sua magia e sabedoria, de repente, os abandonaram e negaram tudo o que viveram. Esqueceram-se dos seus próprios testemunhos? Como Cristo sabia que Pedro o negaria três vezes? Como sabia que seus discípulos iriam dormir no momento de vigília e oração?

Penso que o tempo vem me trazendo esta resposta e, junto com ela, uma maior compreensão sobre o livre-arbítrio.

A luz, a magia branca, realmente respeita o nosso livre arbítrio. A aproximação da luz é como uma morte e diante da morte, do risco de vida, tudo fica menor e vamos aprendendo com a luz a mudar as nossas prioridades e necessidades. Se fazemos a troca, se conseguimos modificar nossos comportamentos egóicos para uma vida de mais doação, valorizando os outros, descobrindo o prazer de servir, a luz, a magia branca continua se aproximando, denunciando as nossas sombras, pontuando o quanto ainda podemos melhorar, espiritualizar, iluminar.... E a luz vai aumentando, a magia branca se manifesta a todo o momento nas nossas vidas e testemunhamos estas manifestações nas vidas das outras pessoas que também permitiram a entrada, a chegada, as modificações propostas pela luz e pela magia branca.

Propor espiritualizar, propor comungar, irmanar é a tarefa da luz e ela não para de cumprir a sua tarefa. No entanto, existem coisas, patrimônios, vaidades e orgulhos que ainda não estamos dispostos a transmutar, modificar e aí a luz é um incomodo. Quando isto vence em nós a luz perde, a força da magia branca começa a desaparecer e continuar no caminho da luz torna-se um fardo, nada vale a pena, todo esforço torna-se um grande sacrifício, tudo torna-se longe e começamos a culpar a tudo e a todos, tornamo-nos rancorosos, a espera, a espreita de um erro da luz - se é que erros houveram. Mas, quando se procura um erro, damos um jeito de encontrar e transformar o que chamamos de erro em um pecado capital, um horror, um grande crime, até que conseguimos colocar estas figuras na fogueira, como Joana D’Arc, na cruz como Jesus Cristo, flechados, como São Sebastião ou excomungados como Irmã Dulce. Tudo o de antes perde o valor e isto vai acontecendo aos poucos, até que tudo é um fardo difícil e, assim, a luz e a magia branca, respeitando o livre-arbítrio, afastam-se, entendendo que já não podemos aceitar as suas propostas, as suas sugestões de mudança.

Com todo orgulho e vaidade procuramos um culpado e vamos encontrando no peito dos profetas as vitimas perfeitas para ser culpadas por nossas perdas. Passamos a contabilizar perdas. E os ganhos? E as curas? E as mensagens? E os momentos de magia? Vão caindo no esquecimento como um “passe de mágica” (que é totalmente diferente da magia; a magia não acontece em um passe de mágica). Damos as costas a tudo, tudo foi, é, e será errado. A luz e a magia branca não insistem e se vão.

Eu sei de muitas pessoas querendo se afastar de obsessores que provocam doenças e desvios, mas, até hoje, eu nunca vi ou ouvi alguém dizer que tem um espírito de luz impondo a sua presença. Hoje acho comecei a entender porque Pedro precisou negar Cristo três vezes. Nossa! Começo a entender todas as situações semelhantes.

A luz branca respeita o livre-arbítrio, some, desaparece se não é bem vinda.

Antes torcia para ver a luz provar aos “Pedros” o seu erro. Que acontecesse, meu Deus, alguma coisa para a luz provar a sua existência. Repeti este pedido muitas vezes. Hoje sei que não é assim, vejo a minha sombra e ignorância sobre o assunto.

E quer saber? Cada vez mais gosto do comportamento da luz e da magia branca. Não nos obrigam a nada. Tudo que entregamos é de boa vontade, uma troca mesmo.
Entregamos um ganho pessoal em prol de um ganho coletivo e este ganho me ampara e fortalece.

Chega de escrever, agora eu vou rezar, rezar muito, para pedir forças à Deus, à luz e à magia branca, para quando me propuserem uma mudança que meu ego não permitir que pelo menos eu não culpe os meus mestres, os meu amigos carnais-espirituais; que eu tenha lucidez para entender que o ego, a vaidade são meus; que o patrimônio que não posso compartilhar, que o bem, ou o esforço que eu não posso fazer diz respeito ao meu pequeno tamanho que ainda precisa destes patrimônios para se sentir maior. E, se possível, quando este momento chegar para mim que eu tenha amor suficiente para permutar, mutar, transmutar o que a luz me pede.

Com afeto por mim e por todos os que lutaram para eu chegar onde estou.

Até mais,
Com amor,

Halu Gamashi

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Árvore da Terra

A Árvore da Terra

O que faz com que uma folha se destitua de peso?

A necessidade de ir à raiz rememorizar sua
[trajetória
ou simplesmente olhar para cima e medir seu
[crescimento?

Se for saudade da raiz, importante refazer o
[contato,
útil a queda.
Só há crescimento com a conexão da origem.
Se era para medir o seu tamanho, o que fazia esta
[folha
no alto de uma árvore,
desconhecendo onde estava?
Só se sabe onde está
se é conhecida a distância entre os limites;
útil a queda.

Se caem as folhas, menos trabalho para o tronco,
mais nudez para os galhos.
O vento alenta o tronco e esfria os galhos.
A reflexão produz folhas mais independentes do
[tronco
e mais protetoras dos galhos.

A quem cabe esta reflexão senão ao homem,
que é a principal árvore da terra?

Seus pensamentos são suas folhas, seu tronco seu
[sentimento.
Quando se vão os pensamentos não há o que
[sentir,
e sem sentimento se está exposto ao frio.

Frutos de fracos troncos e de galhos secos não
[amadurecem.
Ações impensadas, não-sentidas,
derrubam todas as árvores.
E volta a terra a ser erma e vazia.
De belo, só um tapete verde.

Halu Gamashi

Trecho extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ver Deus

Ver Deus

O sol que nasce no oriente
desperta descontente no coração da noite
e extrai o descanso de quem levou a vida

[buscando o sono.

Para se chegar ao céu é preciso dormir acordado
e andar sem olhar para o lado.

O céu é como sementes de um fruto qualquer,
esculpido na árvore.
Quem vê o fruto e não vê a semente
não viu o fruto, não viu a árvore - não viu e

[não vê.

Quem quer o céu precisa morar na terra
e colher do fruto a semente que desperta do

[sono profundo.

O único argumento da cura
são as lágrimas de quem vive a vida de verdade.
E quem quiser ir até Deus
precisa zelar pela semente
para que esta, com vida, não morra,
e pela vida socorra quem busca ver Deus.

Para se ver Deus,
é preciso se tornar o Deus de alguém e
- quando não há ninguém -
ser Deus de si mesmo.

E quem quiser ver Deus no céu
precisa rasgar o véu que limita a visão.
Esse véu se rompe quando dormimos
e acorda no coração.

Deus não é e é,
Deus não está e vem.
Deus não morre, mas vive;
não conhece, mas vê.
É mais que uma inspiração,
é mais que um sentimento,
é muito mais que crer.

Halu Gamashi

Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Coração Vazio

Coração Vazio


Salve o manto!
Salve o santo!
Salve ela!
Salve as escolas de samba!
A vida de Mandela!
O Sol há de brilhar mais uma vez.
Mandela, Madiba, você quem fez!
O mar serenou.
A paz amanheceu.
Mandela, Madiba, você venceu!
Vou levar meu samba
Pra Mandela, Madiba benzer.
Todos os cânticos,
Brancos e não brancos
Jamais irão te esquecer.
Silêncio; Madiba Mandela
Seu lenço; Madiba Mandela.
Seu peito; Mandela Madiba.
Deus, sua era, sua ira
Silêncio. Mandela Madiba.

Com os cumprimentos de toda a equipe do jornal Terreno Baldio, que se nega a acompanhar o silêncio que não refrata, ou pelo contrário, enaltece a dor de quem sabe o que é ter vida, o que é ter um ideal.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Espelho da Consciência

O Espelho da Consciência


Regime cósmico que impõe ao homem dietas

[diversas:
o alimento aprendiz sádico da fome,
e a aprendiz extravagância da corrupta

[abundância.

Qual a maior ausência?
O tudo todo completo ou o nada vazio, árido e

[seco?

O que está mais vazio de espaços?
Uma cesta cheia, expulsando seus frutos,
ou uma cesta vazia, virgem de pesos?

O que realmente viria a ser a fome?
A sensação que sentencia o homem à sede do

[mais querer
ou aquela que vive na saliva grossa
de quem não tem o que comer?

As entranhas, símbolo forte de poder,
sofrem por estas duas condições.
E no seu sofrer sabem que estranhamente
o espelho da consciência reflete igual movimento.
TER e NÂO TER.

Num vão rústico encontra-se a mesma beleza

[iluminada
dos cantos suntuosos dos palácios e mansões.

A imensidão de largas ruas é tão grande
quanto o enorme buraco de um quintal

[abandonado.

Onde está e por onde esteve o olhar simples
de declínio triste da desértica areia?
Onde está a simplicidade do vergão
que homenageia todas as conquistas
com um breve artifício do sorriso?

E para onde mandaríamos,
para onde iriam, todos os frutos que não cabem

[mais na cesta?
Para onde irá a sobra imensa da extravagância?
Quem há de querê-la?
Quem há de precisá-la?
Onde caberá o ostensivo e desprezível orgulho
dos cantos suntuosos das mansões?
Onde caberá?
Quem há de querer encontrar a sobra, o resto,
e concluir merecê-lo?
Ah, meu Deus! Ah, meu povo! Ah, meu mundo!
Seria tão menos discursivo se Tu meu Deus,
tu meu povo, tu meu mundo,
me ausentassem dessas relicárias conclusões,
espelhos de consciência.

Halu Gamashi

Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Banquete do Pescador

O Banquete do Pescador

Existia um homem que visitava o mar todos

[os dias
em busca do seu sustento.
E todos os dias, menos no dia do Senhor,
lançava sua rede ao mar em busca de peixes.
Oito horas marcava o sol o homem com a rede,
os braços no mar.
Findas as horas marcadas,
retornava a casa sem um único pescado.
E todos os dias repetia o homem a sua tarefa.

Todos o observavam,
e vendo-o dia após dia retornar com a rede vazia,
comentavam entre si:
“Como vive este homem? O que come? O que

[bebe?
Como paga seus impostos se todo dia nada traz
das suas horas de trabalho?”
Passaram a observar com mais atenção,
e sempre vinha o homem com sua rede,
e sua embarcação,
nas oito horas marcadas pelo sol...
e nenhum peixe.

Aqueles que o observavam armaram-se de pedras

[e paus,
julgando ser este um ímpio, pagão ou ladrão.
E fizeram um círculo em volta dele e montaram

[o tribunal.
O primeiro disse: “Só podes ser tu um pagão,
posto que Deus não te beneficia com os peixes

[do mar.”
O segundo replicou: “Não. És um ímpio
que malfazeja as águas,
fazendo assim fugirem os peixes.”
O terceiro observou: “És um ladrão.
Se nada trazes do fruto do teu trabalho,
como comes, como bebes,
como pagas teus impostos
senão roubando outro trabalhador?”

Ouvindo o que diziam a seu respeito,
chorou o homem sobre sua rede já molhada com

[o sal do mar
e respondeu: “Não sou pagão, pois respeito as
[ordens
do Senhor meu Deus. Não sujo as águas,
pois se assim o fizesse não entraria no mar todos

[os dias.
E ladrão não sei se sou,
pois se roubo não é com as minhas mãos,
não é com a minha violência.
Venham todos à minha casa.”

O homem seguiu à frente levando sua rede.
Caminhou até sua casa, seguido pela multidão
Quando abriu a porta levou todos à mesa,
posta com peixes, pães, frutos e vinho,
e explicou: “Todas as manhãs saio com minha

[rede ao mar,
trabalho as horas marcadas pelo sol, e quando
[entro em casa
já encontro minha comida pronta,
meu vinho na jarra,
meu pão no cesto.

Um dos que o seguia perguntou:
“Se assim é, por que continuas indo ao mar
e passas lá as cansadas horas marcadas pelo sol,
sabendo de antemão que não trarás peixe?”
E o homem respondeu:
“Porque assim tem de ser.
Pescar é o meu trabalho de todos os dias -
é o meu trabalho.
Enquanto estou no mar fazendo o meu trabalho,
cumprindo a minha obrigação,
o Senhor meu Deus provê o meu sustento,
pois Ele sabe melhor do que eu,
melhor do que a rede, melhor do que o mar,
qual o melhor alimento para mim, todos os dias.
Ele escolhe o que como, o que bebo,
e eu despejo sobre as ondas do mar o meu

[sangue,
transformado em suor pelo meu trabalho.

“E depois?”, questionou outro. E ele calmamente

[respondeu:
“Sento-me à mesa e como do que há.
E hoje vocês comerão comigo.
Quantos são ao todo?”
Um deles se encarregou da contagem -
e todos eram vinte.

O dono da casa, que sabia não ser ele o dono da

[comida,
olhou para a mesa e lá estavam vinte peixes,
vinte pães e vinte cálices de vinho.
E disse a seus convidados:
“Hoje o Senhor meu Deus não reservou
nenhum alimento para mim.
Sentem-se e comam,
que o Senhor Deus da Luz e da Força Eterna
já pôs o banquete na mesa.
Sentem-se e comam,
agradeçam e orem.”
E um dos convidados perguntou:
“Por que não dividimos o que há e damos uma

[parte para ti
para que possas comer também?”
E o homem respondeu:
“Eu comi ontem, antes de ontem,
antes de antes de ontem,
e muitos antes e muitos ontens,
e comerei amanhã e depois de amanhã.
Comam hoje porque hoje é o dia
de vocês comerem do banquete do Senhor.
Nada deixem para amanhã,
porque amanhã já não mais pertencerá a vocês.”

Halu Gamashi

Texto extraído do livro “Meditando com a Consciência Suprema”, Halu Gamashi.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mamãe

Era ela quem dizia tudo o que eu tinha que fazer, era ela...
“Acorda, levanta e vai” repetia sempre, pois sempre tinha algum lugar para eu ir.
Era assim que ela fazia e me fazia ir e vir. E eu fui, em princípio por ela, em seguida com ela e quando, finalmente fui sem ela, eu a descobri.
Descobri-la na ausência, no vazio e no silêncio me trouxe medos. Medo de sentir saudades. Saudade de ser conduzido por ela ou saudade dela.
Saudade do tempo é lembrança boa.
Saudade de uma pessoa que o tempo levou é saudade pesada, de dor miúda e silêncio voraz.
Mas... foi assim que aconteceu...
Enquanto era ela quem dizia, enquanto eu ia e vinha sob o seu comando eu nem a via.
Eu a vi. Enigmaticamente eu a vi no silêncio e na escolha solitária.
E com você? Ela ainda está por aí lhe dizendo para ir, vir ou ficar?
Se está sorria para ela, se já se foi para o mundo distante do tempo faça como eu; descubra-a no silêncio e na solidão, mas não deixe de descobri-la.
Feliz dia de descoberta sobre a sua mãe.
Acredito que isto a fará muito feliz, será como se fizéssemos calar para nos ouvir:
Mamãe felicidades no seu dia.
Halu Gamashi

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mensagem

Mensagem

Quem estava para vir anuncia a sua chegada
com um chamado.
Ouçam tantos que estão para ir:
A luz se extingue para na distância avaliar as

[trevas.
Logo haverá a escuridão.
Lembrem-se, tantos que insistem em ficar,
destas palavras de quem estava para vir e está a

[anunciar.
Enquanto se vê a escuridão, ainda há luz.
Quando as trevas tudo abarcarem, nada será

[visto.
Por isso, importante lembrar:
É do escuro que a recordação floresce;
é quando nada há para se fazer.
O desespero, inquilino dos aflitos,
precisará ser despejado.
Some-o à recordação como forma de acalmar.
O terror, inquilino de um coração imprudente,
irá se manifestar.
Em vão será buscar a morte, conquista de quem

[vive.
Ouçam tantos que esperam a anunciação com
[desprezo:
A morte é a derradeira consorte de quem vive.
Procurá-la como quem busca uma aventura senil,
encontra um recomeço infantil que, para as horas

[que virão,
será dolorosamente inútil.
Ouçam tantos que já sabem o que vou dizer:
Terminou o tempo de espera.
Libertem o seu amor-juízo,
devolvam suas vestes,
limpem o fio da vida.
Assim como o sol se põe, a mesa já foi recolhida.
Nada mais há para se comer.

Trecho retirado do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Semeador

O Semeador

Existiu um semeador preocupado com a aridez

[do seu campo.
Achava-o muito árido para suas muitas sementes,
e olhando para o campo pensou em como chegou

[ali.
Recordou-se jovem, ainda sem campo,
ainda sem sementes.
Era todo ambição, sem a reflexão da vontade.
Atirou-se às conquistas sem saber o que

[conquistar.
Nas suas andanças conheceu alguns donos de
[muitos campos.

Continuou andando,
conheceu outros donos de sementes
e resolveu agregar em suas posses sementes e

[campos.

Impeliu-se a ter tudo o que viu.
Sem poder parar, ainda andando,
definiu o tamanho do seu campo.
Encontrou outros que lhe satisfariam a vontade.
Para não perder tempo,
não se interessou em saber o motivo pelo qual

[aqueles outros
dispensaram o campo a seu favor.

Adquirida a primeira conquista,
mudou a direção do seu caminhar;
antes para a frente, sempre;
agora em círculo, tomando posse da sua terra.

Foi visitado por outros que se diziam cansados
pelo peso das sementes.
Resolveu o problema dos visitantes e agora estava

[ali,
preocupado com a aridez da sua terra.

Os ombros cansados pelo peso das sementes,
parou de pensar para trás e começou a pensar

[para a frente:
"Se me alivio do peso, a aridez da terra
secará minhas sementes."

Sempre há em nós ou à nossa volta um semeador

[preocupado
com o muito ou com o pouco.
Difícil é identificar em nós ou à nossa volta
um semeador tarefeiro,
que se multiplica a cada feitoria,
deixando as questões do muito e do pouco
para que, se alimenta da sua produção.

Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

domingo, 25 de abril de 2010

O Caminhar da Estrada

O Caminhar da Estrada

Esta é a longa e eterna como a única

[estrada.
Iludem-se os que pensam que são muitas as
[estradas.
Muitos são os trechos, porém, única é a estrada.

Caminha a mensagem por toda a estrada.
Quem a transmite, faz com que ela alcance
todos os trechos da única estrada,
e agora visita um trecho de parcos recursos
para sua fertilização.

Quem transmite
a mensagem anda agora sobre terreno árido
e vê à sua volta homens que,
embora surdos,
põem suas mãos a serviço de sobrecarregar
este trecho da estrada única.

Estas mãos, soltas na aridez do vento que as

[envolve,
conhecem o frio do deserto -
o frio que vem do sopro do vento.
Da solidão do sol escaldante
vem o frio das dúvidas dos peregrinos,
o frio que há em todo deserto muito árido,
de sol escaldante.
Neste trecho da estrada até as noites são brancas

[como a areia,
e o dia é muito dia demais.
Assim sendo, a noite é pouca noite de menos.

Quem transmite a mensagem
busca na quietude do seu coração
forças para que seus pés cultivem passos,
para que possa dobrar a esquina da única estrada.

Halu Gamashi

Trecho extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Filosofia das Palavras por Halu Gamashi

ABANDONAR (1º)


Abandonar é a maior força do elemento terra.
Já tivemos o abandonar em muitas eras.
Na Era dimensional, de uma única dimensão, a força do abandonar fez com que se abrissem espaços para o homem verticalizar, deixando de ser primata e alcançando a forma humana já conectando com o pensamento, a razão e as emoções (reler Revoltar, 0º de Libra).
Na Era da segunda dimensão o abandonar, a maior força da terra, fez com que o homem parasse de temer o ambiente, para ele hostil, da natureza (reler Revigorar, 10º de Virgem). Passou a utilizar a força do pensamento, da razão e das emoções para diminuir a hostilidade que havia entre ele e a natureza (reler Ambientar, 29º de Escorpião).
O fato mais importante desta Era foi a ambientação, foi quando o homem descobriu que ele fazia parte da natureza e apenas não havia, ainda, aprendido a se relacionar com ela.
Na Era da terceira dimensão a força do abandonar fez com que o homem abrisse os seus horizontes e ampliasse o conhecimento da existência de todo o planeta Terra. Esta terceira vinda do abandonar fez o homem tomar consciência do tamanho, das divergências e das diversidades do planeta em que habitava.
Esta Era foi demarcada pelo crescimento do estudo do mar, da astronomia, da astrologia, da medicina e da filosofia coletivas (reler Investigar, 20º de Libra, Conquistar, 8º Escorpião e Inebriar, 18º Escorpião).
O abandonar, para a quarta dimensão, será o momento em que o homem utilizará esta grande força da terra para deslocar (reler Deslocar, 0º de Capricórnio) a sua consciência aumentando assim, mais uma vez, o conhecimento sobre outras existências que habitam o mesmo espaço que ele, mas que os seus órgãos do sentido se mantêm na inércia para estes seres (reler Sacramentar, 20º de Sagitário).
No aspecto individual abandonar é o momento que encontramos o caminho para sair da inércia (reler Andar, 19º de Capricórnio).
A inércia não quer, e não pode, deixar de existir e por isso não facilitará a saída de quem a habita. Só a força do abandonar fará com que o indivíduo, que vive nesta prolongada rotina da inércia, abandone-a para conhecer outras escolhas e ocupações para a sua vida e criar, através da individuação, uma filosofia de vida pessoal que o ambiente ao coletivo sem precisar de máscaras para esta convivência e, por outro lado, a sua filosofia pessoal não invadir e nem ferir as filosofias coletivas.
Por tudo isto o abandonar já se introduz nos primeiros anos de vida do indivíduo para que ele registre no seu inconsciente que na sua trajetória de vida o abandonar o fará crescer.
Para quem nasce trazendo o abandonar é importante compreender as lições intrínsecas a esta força, já descritas no texto. Caso as menospreze, os abandonos que precisará fazer na sua trajetória de vida diminuirá o seu crescimento mantendo-o na estagnação descrita no 0º de Capricórnio Deslocar (reler Raciocinar, 18º de Aquário).
É preciso que o coletivo que cerca a criança que traz este aprendizado compreenda quando ela abandona um brinquedo, abandona um amiguinho, pois, esta criança estará trabalhando na luz as suas perdas, fortalecendo-se para a vida adulta (reler Notar, 12º Aquário e Compor, 17º de Aquário).

Palavra referente ao 1º grau do signo de Capricórnio. Consulte seu mapa astral.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tempo

Tempo

Que se faça saber que o tempo chora,
e, enquanto se consome no seu choro,
desperta no homem humano a alegria.

Quando o tempo chora
permite ao homem desatinar sua própria hora;
do presente renasce o passado,
e o dono do momento revive sua história
na história da vida do filho.
É para o menor que o maior ensina as horas.

O tempo então chora,
pois de onde está não consegue milimetrar
quando o presente viaja até o futuro.
Como se fosse possível saber que estará nesse lar.

Embora saiba o futuro da presença do seu

[convidado,
não se sente visitado.
E quando por desordem se entrega,
morre o futuro, nasce prematuro,
e volta a morrer para não matar o presente.

Nesse retorno o futuro é incerto.
Então o tempo chora.
E quando precisa se auto-encontrar
une no mesmo dia passado e futuro.

Onde o tempo já chorou e ainda não chorou,
dando vida ao intervalo,
mora o tempo depois da respiração.

Halu Gamashi

Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Mundo

O Mundo

O mundo é uma casa cujo interior é pequeno,
úmido e escuro.
Por uma janela avista-se toda a amplidão do 
exterior.
Por esta janela, entre-se em conexão
com uma força que impulsiona para fora.
Daí nasce o crescimento ou a ilusão.

Para alguns, a luminosidade externa traz a 
cegueira.
que nega o interior da casa.
Para outros, melancólicos,
a presença interior dispersa-se da força luminosa
que passa através da janela.

Há ainda outros que injetam a força nos braços
e a conduzem para o interior da casa,
para a construção de portas e chaminés.

O mundo é uma casa que muitos donos se iludem 
possuir.
Nela ganha-se espaço quando se cede um pedaço
para um enganado enganador.

Esta é a função do mundo:
atrair para nascer e expulsar para crescer.
Quem tem esta casa como única morada
é como pássaro de único ninho.
Fecha a janela e se desenvolve como fungo:
sombrio e frio como o fruto amargo do cacho 
doce.

O mundo tem fim.
Alterar esta constatação é aceitar o círculo
como espaço ilimitado,
por não ter definido o seu ponto de origem.

Quando se chega ao fim do mundo e se retoma a 
caminhada,
ele é percebido diferente.
Diminui o seu tamanho, e assim já não é tão 
grande a sombra,
tão insólito o frio.
Está mais próxima a distante luminosidade 
exterior.


Halu Gamashi


Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema",

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Brasil - Centro Holístico da Miscigenação

— Você sabia que só na Bahia já foram catalogados mais de 400 tipos de cor de pele?

— Você já parou para pensar em quantos pais e mães têm o fruto-filho-brasileiro?

— Você já pensou o que é ser brasileiro?

Penso em mim como uma árvore que libera tinta vermelha. Penso em mim como um pau-brasil, e a tinta vermelha deu inicio a extensão de um sangue no nosso território para o surgimento de um outro sangue, interplanetário: o sangue que corre na veia de um brasileiro, que é uma fonte de vida gerada pela mistura dos cinco continentes.

Saber que as influencias e as culturas de todos os mares correm pelas minhas veias é o que me faz saber que eu sou uma brasileira.

Não é possível para o sangue brasileiro permitir a sangria, expulsando de suas veias quaisquer das correntes que o construiu. No máximo, nos transformaríamos em um estereótipo chulo, copilado, colonizado, uma imagem tosca, caso conseguíssemos gerar o sectarismo, o apartheid, a extinção das águas dos continentes que ajudaram a construir a nossa massa corpórea, a nossa cultura diversificada, o nosso rico idioma brasileiro que, talvez para homenagear os nossos primeiros inquilinos, chamamos de português.

O Terreno Baldio desta quinzena descreve a importante de deixar de ser meio brasileiro e assumirmos a nossa brasilidade que é composta por águas, pensamentos e sentimentos interplanetários; assumirmos a responsabilidade que é a nossa parte neste latifúndio, que é a compreensão das múltiplas existências que habitam o nosso planeta. Se abrirmos o nosso coração descobriremos que podemos sentir o que sente um europeu, um asiático, um africano, um americano, um oceânico porque temos nas nossas raízes as águas que se dividiram em função das culturas e que se reúnem e se unificam na Terra Brasilis .

Eu acredito que o Brasil é a pátria do evangelho porque há quinhentos anos conquistamos os nossos dominadores e o conquistamos com a nossa dança e a nossa arte, a ponto deles olharem para nós e se verem refletidos, incluídos na nossa mistura e na nossa imagem.

Este texto não é uma apologia ao Brasil, aos brasileiros, é uma chamada à responsabilidade para compreendermos que temos a oportunidade de ser o chakra cardíaco de um grande corpo.

A função do chakra cardíaco é amar, sentir, compreender, harmonizar, pacificar, familiarizar, amamentar, paternar e maternar.

Este é o nosso maior capital, o nosso maior tesouro - o chakra cardíaco.

Para a anatomia do corpo sutil a função deste chakra, no indivíduo, é ensiná-lo a conviver com todos os coletivos, desde a sua função orgânica em criar, através da sua percepção, uma linguagem que homogeneíze um diálogo entre as vísceras e os ossos, entre os ossos e os músculos, entre os músculos e a respiração e a respiração e o pensamento.

Só o chakra cardíaco tem a percepção de compreender desde as necessidades viscerais humanas às necessidades filosóficas do intelecto. E sabe por quê? O chakra cardíaco se localiza no peito, ele é o nosso coração filosófico e sutil, conhece as riquezas e impurezas do sangue como nenhum outro chakra. Todos os órgãos vão ao coração através do sangue; todos os outros chakras vão ao chakra cardíaco através do sangue espiritual, do sangue azul — não me refiro aqui ao sangue azul dos príncipes e reis, este conceito é uma deformação. Houve época em que se acreditava que os reis, faraós, imperados, líderes de uma forma geral eram escolhidos por Deus e por isto eram detentores do sangue azul. O sangue azul é o sangue espiritual que corre pelos chakras de todas as pessoas independente da cor, credo, condição econômica ou social. Estamos falando do sangue azul espiritual. Todo aquele que descobriu o espírito pode sentir a presença deste sangue mantenedor da vida do espírito na terra.

Volto a pensar no miscigenado sangue brasileiro. Nas nossas veias espirituais carregamos e somos nutridos pelo sangue espiritual planetário. E por nossas veias espirituais correm todas as culturas, todas as religiões, todos os pensamentos filosóficos que cultivamos mantendo vivo o espírito, o espiritual e a espiritualidade.

Com carinho por todos os povos que fizeram de mim este ser miscigenado que eu sou,

Axé Odara! Hariboo! Paz! Hosana! Salve Jorge!


Halu Gamashi,
uma brasileira

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Cidade e o Condutor

A Cidade e o Condutor

Era uma vez uma cidade comum como tantas outras
e incomum por sua peculiaridade -
uma característica especial que fazia seus habitantes pensarem
estar sozinhos no mundo.

Uma forte neblina envolvia a planície,
das nuvens até a terra, até o chão, até os ares.
Tão densa era essa névoa, difícil um ver o outro.
Os habitantes dessa cidade viviam
e viam no outro semelhante o que viam em si mesmos.
Assim era a cidade.
E uma intensa e densa neblina
impedia a comunicação para fora dela
e incitava o diálogo interno.

Um dia Deus olhou para essa cidade.
No momento em que Deus olhou,
assim estavam alguns:
buscando a iluminação através da cor do fogo.
Pois a forte neblina - das nuvens ao chão -
impedia a visão das estrelas,
a visão do sol, a visão da lua.
Desconheciam o dono da cidade,
porque seu parâmetro estava circunscrito
sobre, entre e dentro deles.
O amor de Deus os visitou
e Ele mandou para o centro da neblina um raio,
criando um espaço onde os habitantes pudessem
perceber e enxergar o sol, a lua, as estrelas,
e divisar o céu.

O tempo passou,
e num dia em que a consciência de Deus O visitou
Ele voltou a querer saber como estava essa cidade.
Quando lá chegou, assim encontrou seus habitantes:
alguns estavam prostrados sobre o raio que lhes permitia
ver a lua, o céu, as estrelas,
e divisar o céu;
outros se uniram e construíram arcos
na tentativa de povoar os astros.
Esqueceram-se da neblina e desejaram
- em vão -
conquistar o céu, através de suas mãos.

Olhou Deus os prostrados,
olhou Deus os perdidos em infrutíferas atitudes vãs,
e por onde o raio passava, passou Deus uma mensagem.
O condutor dessa mensagem tinha pés para andar nessa cidade,
tinha braços para abraçar essa cidade,
tinha cabeça para pensar por essa cidade.

Mas o coração do condutor
Deus trancou sob muitas chaves.
Assim, ele pôde andar, abraçar,
divisar a neblina, buscando uma forma
de torná-la útil aos habitantes,
pois Deus concluiu que apenas abrir um facho de luz
não seria o bastante para essa comunidade
poder divisar o sol.

Chegou o dia em que Deus escolheu as chaves
que abririam o coração do condutor.
Uma chave de cada vez
e a cada vez um sentimento.
E o coração mais aberto deu lugar ao conhecimento.
A última chave Deus guardou.
Queria-o fechado de novo?
O que revelaria essa parte do coração do condutor?

Enquanto isso, o condutor conheceu,
sentiu, temeu e descobriu a neblina.
E falou para quem pudesse ouvi-lo -
e para os de além-mar,
que atentos escutassem:

"É preciso que a neblina seja transformada em luz
para que esta cidade fique sempre iluminada.
Um dia Deus conduzirá este povo para outro lugar.
O sol para outro lugar.
A lua descerá à terra desta cidade
para evoluir os filhos que esperam,
os que ainda crêem -
esta é a função da lua.
E quando Deus lhe fizer um sinal
ele aportará no chão dessa cidade
e humanizará seus filhos, animais e peixes,
e, havendo a luz, descobrirão os habitantes
uma outra cidade para morar.
Não havendo luz,
dividirão os habitantes esta cidade.
A sua vida e o seu cotidiano,
com a proliferação dos filhos de Lilith,
aguardarão Deus, pelos anos que se seguem,
para receber Lilith e conduzir os habitantes desta
para uma outra cidade."


Halu Gamashi


Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma Luz no Mundo

Uma Luz no Mundo

Eu sou uma luz no mundo.
Tenho medo por não saber brilhar no escuro.

Eu sou uma luz no mundo.
Minha função é romper a dor das almas iludidas
e temo doer esta dor.

Eu sou uma luz no mundo.
Recrio histórias e as conto de novo,
na esperança de ser ouvido por um povo que,
diferente de mim, não repita seus personagens.

Eu sou uma luz no mundo.
E ainda guardo o meu coração,
temendo as flechas que ainda voam
procurando Sebastião.

Eu sou uma luz no mundo,
que difunde a guerra para quem busca encontrar a paz.

Eu sou uma luz no mundo
que, distante da luz que me ilumina,
teme não ter forças para iluminar até o fim.

Minha alma arde nas trevas do mundo,
que recebi de boa vontade num momento de amor maior.

Mas há outros momentos.
Confronto-me com Ele e oro ao meu Deus,
fonte única da minha luz,
para que Ele me ame como exemplo,
ensinando-me a amar.

Oro ao meu Deus,
nascente suprema da minha perseverança,
para que espere o melhor de mim.
Assim, quem sabe,
fortaleço-me nessa esperançae encontro o povo que procuro.

Halu Gamashi


Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema",

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Nimbo

Nimbo


orgânico diadema em negra dama
da noite o perfume jasmim noturno
e a lágrima de garoa passada
sob o rosto calado de névoas

nu-vens auréolas brumas prateadas
com suas vértebras veias águas
no osso desmesura, força torrencial
coluna espinhal de chuva óssea

hóstia sacra em corpo de mulher

Euá de todas as gotas
dança a chuva de mil faces
Euá serpenteia a coluna do céu
sob o véu misterioso do instante

e daqui chuva distante
a noite calada entre lumens
condensado o corpo da chuva
desorvalha as densas nu-vens

nu-vens negra com – denso corpo
nu-vens passageira e precipitável
nu-vens gélida e musical
nu-vens vestida de garoa
nu-vens à toa nunca
nu-vens inunda mundanidade
nu-vens a despir-se das nuvens
nu-vens agora nua

desce Òjò

na pele o instante
gozo torrencial

uma centelha de Euá

Silvia Nogueira
corpocidade
2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ninguém

Ninguém

Existia dentro do universo uma cidade muito
[pequena

e de muito poucos habitantes.
Em função de assim ser, amavam-se e odiavam-se;
briga e paz se alternando.

Por ser pequena a cidade, com tão poucos
[habitantes,

assim era o convívio.
Desta forma era a cidade.

Um dia, um estranho visitou a cidade,
cortando-a de norte a sul.
Enquanto andava, alguns dele se aproximaram,
mas nada perguntaram.
Enquanto andava, alguns deles se afastaram,
mas nada perguntaram.

O estranho continuou o seu caminho.
Quando tiveram certeza da sua partida,
reuniram-se para conversar.

Quem do homem estranho tinha se afastado,
perguntou aos que dele haviam se
aproximado:
"Quem era o estranho?"

Os que tinham se aproximado
responderam para quem lhes perguntava:
["Ninguém."


Alguns anos se passaram e o estranho voltou à
[mesma cidade,

cortando-a de sul a norte.
Quando os habitantes da cidade o viram,
lembraram-se de sua última visita.
Aqueles que se afastaram anteriormente
desta vez se aproximaram, mas nada
[perguntaram.

Aqueles que da primeira vez haviam se
[aproximado,

desta vez, mantiveram-se afastados.

Quando confirmaram sua partida,
reuniram-se para conversar.
Quem desta vez manteve-se distante
perguntou a quem se aproximou:
"Quem é ele?" Responderam: "Ninguém."

Mais um tempo se passou,
e esta pequena cidade, poucos habitantes
que se alternavam entre o ódio e o amor,
criou uma trégua para tentar descobrir
quem era Ninguém.

Mais alguns anos se passaram
e o estranho voltou à cidade.
A todos cumprimentou,
disse seu nome de norte a sul
e o repetiu de sul a norte.
Ensinou a todos o caminho que levava à sua casa.
Falou a todos sobre seu pai, sua mãe, seus amigos.
Todos escutaram.

Quando tiveram certeza de sua partida,
reuniram-se para conversar.
O primeiro que tomou a palavra perguntou aos
[demais:

"Alguém se recorda do nome dele?"
E todos responderam em coro: "Não."
O perguntador continuou:
"Alguém aqui conhece o lugar onde ele diz ser
[sua casa?"

E todos responderam em coro: "Não."
Continuou o perguntador:
"E pode existir alguém do jeito que ele diz ser o
[pai dele?"
E todos responderam em coro: "Não."
E em coro perguntaram: "Quem é ele, então?"
E o perguntador respondeu: "Ninguém."


Halu Gamashi

Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema",

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Vísceras

Vísceras

As vísceras dos homens,
quando estes se alimentam,
sustentam a chama sobre os galhos
até torná-los pó,
ou até que esteja preparado o seu alimento.

As vísceras dos homens,
quando estes são amantes,
sustentam a chama do fogo sobre a pele;
quando estes são inimigos,
conduzem o fogo da chama para o sacrifício.

As vísceras dos homens,
quando estes são devotos,
inflamam a chama,
deixando todo o serviço por contas dela.
A ira dos homens é como a paixão e o amor
sem distinção.
A função das vísceras é moer e misturar.

Se para o homem fosse o homem tão importante
quanto seu alimento,
já teria aprendido todo o sagrado
contido na chama do fogo.

Halu Gamashi


Texto extraído do livro "Meditando com a Consciência Suprema", Halu Gamashi.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

São muitos os Convidados - para aqueles que tem tempo e valorizam as Raízes Espirituais

PREVISÕES PARA 23/12/2011 NO BRASIL

Necessário se faz que todas as pessoas deste país tirem a sua busca da sombra - tirar a busca da sombra é procurar um caminho de luz, de paz e de convivência; procurar grupos com pessoas afins. Caso isto não aconteça, a pessoa se manterá sob a sombra do Planeta Mercúrio: sem ver o que busca, o que procura e o que quer. Será abandonada e cristalizada neste abandono pelo Cinturão Energético do Sol em Urano e, se assim se mantiver, assistirá os seus parceiros, amigos, companheiros ou familiares se diluírem, se afastarem,principalmente as pessoas quem tem mais a ver com a sua Roda Cármica e Dármica, tendo o risco de se perder destas pessoas.

Se assim se mantiver, abandonado e cristalizado, fixar-se-á na sombra do seu querer, transformando o tempo do verbo em “deveria...”, “queria...” e se estabilizará ferido e abandonado; se verá assistindo a própria despersonificação, ou seja, a perda da sua personalidade e da sua essência e assim caminhará desvencilhado, apartado do seu querer primordial, desconectando-se da sua personalidade, da essência do seu nascimento; autorizará em si mesmo cobranças e arrependimentos e concluirá que precisa estudar e retomar o caminho; estudar com veracidade toda a própria vida - e a sua vida será a sua maior lição de aprendizado. Aqui se abre um caminho para se retirar do abandono. Caso desperdice esta oportunidade, principiará uma renúncia. Importante que fique claro que há aí dois princípios: rever toda a encarnação e retomar o caminho saindo do abandono ou principiar a renúncia de tudo o que queria. Renunciar a vida e estacionar no irromper; irromper na sombra; irromper na renúncia é atirar-se no abismo da total dor da solidão.

Prestem atenção a estas palavras e aprofundem neste texto. O objetivo dele é chamar a atenção das pessoas porque estamos vivendo um momento importante de buscarmos para as nossas vidas o que verdadeiramente importa, o que é primordial.

O dia 23/12/2011 é o corredor energético para o Brasil, um início de uma jornada na qual se escolherá: recuperar o tempo perdido ou renunciar a todas as oportunidades.

Sugestão: Centrar-se no coração, no querer do coração e reler estas profecias.

Tudo o que o Tempo tiver que mandar, ele mandará.

Profetizar o que vem com o Tempo não modifica o que o Tempo trará. Por isso esta profecia não “perderá tempo’’ em dizer o que acontecerá no que se chama ”FINAL DOS TEMPOS OU JUÍZO FINAL”.

Esta Profecia busca trabalhar para o homem informando qual é o caminho para se manter mais forte e centrado, para não ser arrastado para julgamentos e finalizações ditadas pelo Carma Coletivo.

Todo e qualquer homem vivenciará o Carma Coletivo, porém, quem estiver atrelado ao seu Darma Pessoal - conforme foi descrito no início deste texto - buscando a todo o momento sair da sombra da vaidade e do egocentrismo; buscando a todo o momento encontrar o querer do coração, sobreviverá ao que se chama “JUÍZO FINAL”, ao que se chama ”FINAL DOS TEMPOS’’ e principiará, junto com outros, uma nova tarefa para a nova humanidade.

Maiores informações, para quem se sentiu tocado por este texto, entrar em contato conosco (halugamashi@halugamashi.org). Insisto em reafirmar: para quem se sentiu tocado pelo texto, para quem sentiu algo em si reagir. Caso o contrário nada temos a dizer.

Halu Gamashi

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Informação

Caros baldeadores, Halu Gamashi, através de variados processos paranormais, desde que nasceu recebe e canaliza informações e aprendizados cósmicos sempre inerentes à evolução espiritual; conteúdos que informam a importância do respeito, da união e da confraternização para podermos adquirir uma consciência macrocósmica e ultrapassarmos momentos difíceis que o nosso planeta atravessa.

Há 16 anos foi naturalmente iniciada na cultura hindu-bramane com abertura de chakras no corpo físico.

Neste mês de junho de 2009 Halu está passando por um profundo processo de abertura de chakras e captou, no dia 7 de junho de 2009, o texto que disponibilizamos abaixo.

Halu falará mais sobre o tema abordado no texto abaixo pessoalmente. Caso você tenha interesse entre em contato através do e-mail: halugamashi@halugamashi.org

Diário dos 17 Caminhos

Dia 22 de dezembro de 2011. O cinturão energético do sistema solar neste dia estará sendo regido por Urano - no sentido de que o céu, os astros, a luz, o divino estarão focando o individuo com as suas próprias obras. É um dia em que cada indivíduo será regente da sua trajetória de vida; as suas escolhas e os seus valores, mais do que nunca, ou aliviarão os seus karmas ou diminuirão os seus darmas.

O histórico efetivo de cada indivíduo será o seu juiz no movimento deste dia, não haverá espaço para desculpas ou justificativas; cada um será pesado e medido de acordo com o seu modelo próprio e as suas ilusões.

As correntes afetivas dos cinturões cósmicos incentivarão o homem a se questionar sobre as suas ações, sobre as suas concretudes, suas realizações e os seus produtos; aquilo que de fato o homem construiu de bem para si e para o coletivo será a chave de uma esperança futura que o auxiliará a atravessar este corredor energético que se iniciará no dia 22.11.2011 e se concluirá no dia 22.12.2012. Este aspecto afetivo do cinturão energético é para ser visto como uma oportunidade para cada homem questionar a si mesmo e ver as suas ações, separando-a das ilusões. Não é de bom proveito que o homem confunda as suas ações iludidas com as suas ações concretas. Caso haja esta confusão, ou seja, quem ainda disponibiliza as ilusões suas ou do coletivo para mentir, enganar a si próprio ou a outros entrará no corredor energético regido por suas ilusões. A sua cabeça, o seu pensamento e os seus olhos serão fechados para o que de fato está acontecendo. Neste caso, perde-se a oportunidade de vencer e ultrapassar este forte corredor energético que se iniciará em 22 de dezembro de 2011 e se concluirá no dia 21 de dezembro de 2012.

É de vital importância que o homem saiba pesar e medir as suas ações benéficas para si e para o coletivo, bem como medir e pesar as suas ações malignas para si mesmo e para o coletivo. É isto que este corredor energético espera: que nenhum homem queira enganá-lo como faz a si próprio e aos outros apresentando-se melhor do realmente é; qualquer tentativa neste sentido provocará a expulsão deste indivíduo no corredor energético que se iniciará no dia 22 de dezembro de 2011 e se findará no dia 21 de dezembro de 2012.

Não haverá julgamento, nem sobre as ações positivas e muito menos sobre as ações negativas provocadas pelo homem. O que se espera é que ele simplesmente tenha consciência profunda dos seus atos. O julgamento será feito do homem para o homem, ou seja, dele para com ele mesmo, levando-o a refletir o quanto suas ações o aproximaram do modelo que ele quer ter, do homem que ele queria ser e das ações que queimaram as possibilidades de aproximação com este modelo pretendido.

A apresentação real das suas ações, o reconhecimento destas será a chave, a esperança do homem de se manter atrelado e caminhando para estes dias, neste ano tão complexo de julgamento final.

Atenção: cuidado com os pensamentos noturnos do dia 23 de dezembro de 2011, eles podem lhe apresentar um modelo que não é o seu. Não aceite se desculpar, se auto-perdoar, se justificar de qualquer maneira; só desta forma terá a oportunidade de quitar os seus débitos e beneficiar-se dos seus créditos para com a Terra e com o Céu.

O perigo anunciado sobre os pensamentos noturnos do dia 23 de dezembro de 2011 se multiplicará na noite do dia 24 de dezembro de 2011. Haverá uma corrente fluindo do espaço paralelo das ilusões - espaço este que nós mesmos criamos com as nossas mentiras e enganos na tentativa de escondermos os nossos erros e imperfeições -; pois deste espaço fluirá uma rede que tentará se infiltrar na consciência de cada indivíduo, capturando-o para este espaço paralelo das ilusões como forma deste espaço manter-se vivo. Cada pessoa que refutar este refugio fará com que este espaço paralelo perca as suas forças, bem como cada indivíduo que voltar a se entregar a este espaço paralelo o fortalecerá. Aqui não caberá a tentativa de salvamento de um homem para outro. O processo de seleção será totalmente individual, o homem se auto-selecionará e será juiz de si mesmo: ou dará conta de enfrentar os seus débitos e assumi-los ou partirá para este espaço paralelo das ilusões que de fato não existe nos espelhos da Terra ou do Céu.

Só os homens, unicamente os homens, conhecem e sabem construir o espaço paralelo das ilusões através de pensamentos, atitudes e julgamentos que não condizem com a realidade.

O dia 24 de dezembro de 2011 será um dia de crise e tumultos poderão assolar o homem, e, quem sabe, a humanidade.

O espaço paralelo das ilusões existe e captura a nossa mente para si. Para o homem que está com a mente capturada por este espaço, a realidade não importa, a verdade não tem peso, os seus semelhantes de fato não tem qualquer valor. A concretude inexiste neste espaço paralelo.

Caso um homem leve uma realidade para confrontar com as energias do espaço paralelo das ilusões, este homem cortará de uma vez o contato com este espectro ilusório.

Dentro do nosso planeta existem 18 espaços paralelos. Um é ilusório, só existe na mente dos iludidos, enquanto os outros 17 são concretos. O homem que está atrelado ao espaço paralelo da ilusão não vê, não reconhece e não percebe os outros 17 espaços paralelos na Terra, e cada um destes espaços é observado e orientado por outros 17 espaços no mundo espiritual.

É uma escolha. Seguir pelo corredor energético do espaço das ilusões leva o homem a perder totalmente o contato com os 17 espaços concretos que este sistema solar lhe oferece, bem como se apartar da assistência espiritual das 17 Casas Astrais.

Cada um dos 17 caminhos concretos é regido por uma energia de ensinamento e aconselhamento para que o homem possa melhorar a si mesmo e acompanhar a evolução do macrocosmos. Em outro documento falarei sobre cada um dos 17 espaços aqui citados, bem como sobre as 17 Casas Astrais que do mundo espiritual nos auxiliam a mantermo-nos atrelados a estes 17 caminhos onde estão o alimento, a nutrição e a mutação para continuarmos evoluindo dentro do processo de crescimento universal, e um único espaço das ilusões que - é preciso que se diga - foi criado por nós mesmos. Cada fantasia, cada mentira, cada engano, auto-engano, uma tentativa falsa de nos apresentarmos melhor do que somos, foi o tijolo desta grande armadilha que impede o homem de se tornar justo. Um homem justo é aquele que conhece o peso e a atuação da sua luz da mesma forma que conhece o peso e a atuação da sua sombra. Esta real visualização o capacita como justo. É emblemático porque é a única chance de alcançar os outros 16 caminhos que o receberão como justo, e cada estágio da vida o transformará em um homem iluminado.


A Hermenêutica de Deus e o Código Original

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Halu Gamashi na Praça

Praça Benedito Calixto
25 de Abril de 2009

Por volta das 14:00 do dia 25 de abril chega Halu Gamashi na Praça Benedito Calixto, não demora e ela já está com o microfone, conversando, convidando, provocando, escrevendo com a voz, é... Ela fala de um jeito que parece escrever no ar, e as pessoas vão ouvindo, vão parando para pensar e perguntar, e em pouco tempo está estabelecido o espetáculo.
O que seria o espaço apenas do autor foi transformado no espaço de encontro entre a autora, Halu e o povo da praça, e este encontro foi uma oportunidade de construção de coisas importantes que ela fala em seus livros, a possibilidade para as pessoas questionarem, se expressarem, de mostrar sua cultura, de abrir a cabeça para todo que existe no universo.
E o universo que passou por lá foi composto por crianças, adolescentes e jovens que usaram o espaço para cantar e dançar, músicos que também apresentaram seu trabalho, escritores que também falaram sobre suas realidades para divulgar seus trabalhos, a poeta Silvia Nogueira declamou alguns de suas obras, os atores da Cia. Arteiros de Teatro apresentaram duas peças que empolgaram o público, foram quatro horas de riqueza cultural onde quem já conhecia as obras da Halu teve a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, e quem ainda não conhecia pôde adquirir seus livros e ouvir sobre sua trajetória de vida e experiência como escritora e terapeuta.
Veja nas fotos alguns dos momentos de interação do público com a Halu:








A Dor

A Dor

A dor é uma instância entre o vazio e a sabedoria.
A dor é o irromper.
Não existe o irromper sem dor.
A dor é a poção mágica que consolida o 
surgimento do novo.
A dor!
A dor é a sujeira no meu corpo,
a memória dos fatos acontecidos sobre a minha 
pele.
A dor estimula minhas recordações.
E todas as minhas lembranças estão doloridas.
Lembrar de uma dor não é sentir a dor de novo.
Lembrar de uma dor é reinventá-la com um novo 
contexto.
Impossível retratar fidedignamente
uma dor ocorrida no passado.
Porque a dor a cada manifestação
traz outra roupagem, pontos mais 
fortes,
pontos mais enfraquecidos.
Reinventamos através da lembrança
as dores ocorridas no passado,
como forma de não nos desconectarmos
de nossas etapas de crescimento.

Isto é uma elegia à dor.
Precisamos conhecer melhor a função intrínseca 
ao aprendizado:
Dolorir.
A dor moral, a dor ética, a dor solitária.
A dor angustiante.
A dor da multidão...
São tantas as dores e formas das dores 
doerem.
Sempre há um jeito de provarmos as nossas experiências
com o elemento dor.
A dor é indispensável.
A dor é farta. A dor é grande.
A dor é facilmente fertilizável.

Para providenciar a dor,
basta um único segundo sem ela.
Enquanto não sustentarmos os momentos da 
ausência da dor,
temos o que crescer,
temos o que buscar,
temos o que aprender.

Texto extraído do livro “Meditando com a Consciência Suprema”, Halu Gamashi.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Halu Gamashi na Praça

Praça Benedito Calixto
25 de Abril de 2009

“Quem tem perguntas para um Autor na Praça?”

Com esta indagação Halu Gamashi buscou a interação das pessoas que estavam em um espaço da praça na bonita tarde de sábado do dia 25. Como resposta do público houveram várias formas de manifestações, muitas perguntas sobre seus livros, principalmente sobre Clandestina, livro que foi lançado neste evento, perguntas sobre a realidade de autores e os desafios da publicação e divulgação de livros.
Houve quem participou cantando e dançando, as expressões se misturavam com a vida da praça que circulava no local, grupos de teatro, vendedores, todos puderam manifestar e trocar conhecimentos, culturas e opiniões livremente.

Veja a entrevista de Halu na praça no link:
http://pracabeneditocalixtotv.com.br/autorpraca_detalhe.asp?ID=29




Clandestina - o resgate de um destino
m² do Intercâmbio Sonoro
A Hermenêutica de Deus e o Código Original

segunda-feira, 23 de março de 2009

Clandestina - o resgate de um destino


Halu Gamashi lançou mais um livro:
"Clandestina - o resgate de um destino"
O livro, de publicação independente e com total liberdade de expressão, mostra ainda mais fluidez nas palavras de Halu.
Um livro que mexe e nos faz repensar em muitos conceitos e pré-conceitos, impregnados em nós e na sociedade.
O livro, por enquanto, pode ser adquirido apenas pelo e-mail: halugamashi@halugamashi.org

segunda-feira, 9 de março de 2009

Leitura de Aura

O Terreno Baldio já é lido por muitas pessoas e hoje eu me perguntei: “Quantas delas já conhecem o meu trabalho? o que faço com os meus conhecimentos? ou o que fiz com a minha paranormalidade?”

Por exemplo eu vejo o campo áurico das pessoas desde de pequena, descobertas que narro no livro “Chakras a história real de uma iniciada”. (caso tenha interesse é possível adquiri-lo através do Terreno Baldio) e, com o passar do tempo, aprendi como utilizar estas visões para melhorar a vida das pessoas.

Há 20 anos utilizei as visões do campo áurico para auxiliar trabalhos terapêuticos, transformando estas visões em rastreamento, enfocando a causa energética das neuroses, síndromes de pânico, doenças etc.

A leitura de aura é um trabalho que visa detectar processos negativos antes de eles se formatarem no corpo físico e compreender os malefícios que já se formataram trazendo doenças e desequilíbrios.

Trabalhamos com pessoas que querem se conhecer melhor e com terapeutas que indicam seus pacientes. Faço a leitura de aura e, depois, a interpretação para o terapeuta em questão, que transmitirá as informações para o seu paciente, segundo a sua conduta.

Realizo a leitura de aura apenas 3 ou 4 vezes por ano, por ser um trabalho que necessita muito das minhas energias pessoais.

Se você quiser conhecer, passar por esta experiência entre em contato: halugamashi@halugamashi.org .

A leitura de aura é uma experiência que nos faz pensar, descobrir nossas energias pessoais e aprender a conduzi-las para formatar uma vida mais sadia. Desperdício de energia, transformar energias positivas em negativas pode ser evitado, mas é preciso trabalhar para conseguir harmonia.

Pense: o campo aurico é o nosso imã eletromagnético responsável por magnetizar experiências, pessoas, outras energias etc.

Com carinho especial pelos pesquisadores,


Halu Gamashi

Abaixo o desenho de uma leitura de aura e breve explicação, realizada por Halu Gamashi.


A Árvore da Terra

A Árvore da Terra


O que faz com que uma folha se destitua de peso?

A necessidade de ir à raiz rememorizar sua trajetória
ou simplesmente olhar para cima e medir seu crescimento?

Se for saudade da raiz, importante refazer o contato,
útil a queda.
Só há crescimento com a conexão da origem.
Se era para medir o seu tamanho, o que fazia esta folha
no alto de uma árvore,
desconhecendo onde estava?

Só se sabe onde está
se é conhecida a distância entre os limites;
útil a queda.

Se caem as folhas, menos trabalho para o tronco,
mais nudez para os galhos.
O vento alenta o tronco e esfria os galhos.
A reflexão produz folhas mais independentes do tronco
e mais protetoras dos galhos.

A quem cabe esta reflexão senão ao homem,
que é a principal árvore da terra?

Seus pensamentos são suas folhas, seu tronco seu sentimento.
Quando se vão os pensamentos não há o que sentir,
e sem sentimento se está exposto ao frio.

Frutos de fracos troncos e de galhos secos não amadurecem.
Ações impensadas, não-sentidas,
derrubam todas as árvores.
E volta a terra a ser erma e vazia.
De belo, só um imenso tapete verde.


Halu Gamashi

Texto extraído do livro “Meditando com a Consciência Suprema”, Halu Gamashi.

Ficha Telúrica

Rede de ação: Halu Gamashi
Dia gramação: Dienny Marques, Dimas Xapanan
Cercas Vivas: futuros colaboradores